
Fazia um tempo que não acompanhava um jogo na Vila Belmiro. Apesar dos vários pontos cegos, é um estádio que me agrada. Contudo, voltar a casa do Peixe tem sido uma experiência um pouco triste. A modernização do estádio não só diminuiu sua capacidade, mas também tirou um pouco do calor do "caldeirão". Não tem outra palavra que caiba aqui a não ser triste - mesmo com as arquibancadas lotadas, a atmosfera do jogo não é a mesma de outros tempos. A magia do Alçapão se transformou em apenas outro estádio normal, sem muito brilho.



A torcida da Ponte fez o que podia, compareceu e apoiou o time. Lembro de um jogo há poucos anos, na última rodada do Paulista. Para o Santos não valia mais nada, mas para o time do interior a vitória significava a classificação para a próxima fase, tirando a vaga do Corinthians. Em alguns momentos os poucos santistas no estádio até chegaram a cantar "ooo entrega pra Ponte!". Neste dia choveu muito, mas nada atrapalhou o apoio dos dois mil ponte pretanos. Ver o setor visitante inteiramente enlouquecido e cantando "chegaram os hooligans do interior" foi mais uma prova da força da torcida da Macaca. Poucos anos depois, ao invés de dois mil visitantes, foram liberados apenas 700 - que mesmo em inferioridade numérica se fizeram ouvir por todo o estádio. Com o fim da partida, que significou mais um adeus ao título para a Ponte, eu olhei para o setor visitante e a macacada continuava cantando. Essa é uma torcida que merece todo o respeito e tem minha grande admiração.











Hoje tinha dois jogos bons para fotografar em São Paulo mas continuo com problemas de credenciamento. Então, não poder ir ao estádio foi um dos motivos que me levou até a quadra da Gaviões da Fiel. Hoje aconteceu uma assembléia geral para oficializar a troca de presidentes, de Pantchinho para Donizete. Inicialmente havia três chapas, a do Donizete, a do Renato Preto e a do Pulguinha (Rua São Jorge). Após algumas conversas pautadas pela união e o resgate dos valores da torcida, decidiu-se juntar todos os candidatos. O grupo do Renato Preto decidiu sair e, assim, ficou Donizete como presidente e B.O. como vice.














